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CIRCO
BARTHOLO ABANDONA LEÕES EM TERRENO BALDIO
Jornal O Diário Popular - Abril de 2000
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LEÕES
MATAM GAROTO EM CIRCO DE PERNAMBUCO
Jornal
O Globo 10/04/2000
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RECIFE.
Pânico, gritos, correria. A festa de um domingo no circo
terminou em tragédia na cidade de Jaboatão dos Guararapes,
que fica a 20 quilômetros do Recife. José Miguel
dos Santos Fonseca Júnior, de 8 anos, foi retalhado por
dois leões no início da noite, durante o intervalo
do espetáculo do Circo Vostok, armado no estacionamento
do Shopping Center Guararapes. A tragédia aconteceu quando
um apresentador chamou crianças para uma sessão
de fotografias junto aos cavalos do circo, por trás do
picadeiro.
No
circo havia quase 2.000 pessoas e as arquibancadas e camarotes
estavam lotados. Segundo testemunhas, não havia qualquer
segurança. As fotografias eram tiradas próximo ao
túnel gradeado que leva os leões da jaula para o
picadeiro e não havia qualquer cerca que isolasse por completo
o público.
O
leão estava a caminho do picadeiro, pois seria a próxima
atração do espetáculo. Quando Miguel retornava
para a platéia com o pai, foi puxado por um leão
com violência. Arrastado, o menino gritava e se debatia,
sem que ninguém no circo tomasse uma providência.
Foi necessária a chegada da polícia, quando um soldado
atirou no leão. Mas pouco adiantou.
O
outro animal que estava no túnel arrastou a criança
por quase 40 metros e depois a puxou para a jaula, estraçalhando-a.
Este leão foi alvejado, mas continuava respirando e ninguém
tinha coragem de enfrentar o animal para retirar a criança
de suas garras. Chorando muito,o pai do menino tentava desculpar-se
pela tragédia:
-
Não foi culpa minha. Não foi falta de cuidado, pensei
que o circo era seguro, ninguém vai me dar o filho de volta
- dizia, aos prantos, vendo o cadáver do filho no interior
da jaula, coberto pelo leão.
Nesta
altura, o pânico já estava estabelecido: crianças
chorando, pais gritando, todo mundo querendo sair do circo de
uma vez só. Até funcionários do circo, apavorados,
corriam para todos os lados. Às 20h30m, a área externa
do shopping e a rua lateral foram interditados para
que o segundo leão fosse sacrificado.
-
Foi um horror. Era gente jogando cadeira, garrafa para todos os
lados, todo mundo querendo se defender - dizia Lielson Monteiro
da Filho.
Segundo
o espectador José Maria Araújo, os vergalhões
da jaula do leão tinham 15 a 20 centímetros de distância,
o que facilitou a tragédia. Afamília do menino ameaçou
processar o circo e o shopping.
Ontem,
enquanto aguardava-se a chegada do IML, o temor era grande: excitados
com o sangue que viam, e com o tumulto formado diante da tragédia,
2 outros leões urravam sem parar. O temos era que eles
derrubassem as grades da jaula. A segurança era precária.
No fim da noite, os outros dois leões foram sacrificados.
Texto
publicado no no TERRA, em 12/04/00 http://www.terra.com.br
Já
tá na hora de acabar com os animais em circos.
Leões
que mataram menino em circo são necropsiados RECIFE - Os
quatro leões do circo Vostok que atacaram e mataram o menino
José Miguel dos Santos Fonseca Júnior, em Jaboatão
dos Guararapes, Região Metropolitana de Pernambuco, foram
necropsiados na Universidade Rural de Pernambuco. Segundo o técnico
da universidade, não havia nada no estômago dos animais.
Há informações de que eles teriam sido alimentados
pela última vez na quinta-feira anterior ao ataque. O domador
está sendo acusado de ter aberto a grade antes do tempo,
o que teria facilitado o ataque dos leões.
PROJETO
PROIBE CIRCO COM ANIMAIS
Agencia Estado - 11/04/00 Jair Aceituno
Bauru
- O vereador Jose Eduardo Avila (PPB) apresentou hoje aa Camara
de Bauru um projeto de lei que proibe a instalacao no municipio
de circos que incluam em seu espetaculo a apresentacao de animais
ferozes.
Segundo
o projeto, cabera aa Prefeitura exigir que os circos declarem
a existencia ou nao de animais em seu espetaculo, para depois
conceder ou rejeitar o alvara de instalacao e funcionamento. Nao
podemos deixar nossa
populacao correr qualquer tipo de risco, e os acontecimentos de
Pernambuco demonstraram que a presenca do animal no circo
e insegura, diz o vereador que ainda cita principios ecologicos
e ambientais para impor a restricao.
Avila
tambem e o autor da lei municipal que obriga os proprietarios
de caes ferozes - pastor alemao, pitbull e outros - a utilizarem
focinheiras nos animais quando saem aas ruas. Apesar de em vigor
desde marco do ano passado, a exigencia nao tem sido cumprida
pela Prefeitura, que alega dificuldades para fiscalizar
e obrigar seu cumprimento. O vereador afirma que essa omissao
ja causou alguns acidentes com caes.
Segundo
o vereador, no caso dos circos o mesmo argumento nao devera prevalecer,
pois cabera aos responsaveis pelo alvara concede-lo ou nao, dependendo
da presenca de animais perigosos entre os numeros
a
serem apresentados.
LEÕES NA JAULA DA DP
Jornal O Dia 14/04/2000
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PREFEITURA
INTERDITA CIRCO NA RADIAL LESTE
Jornal
Folha de São Paulo, 14 de Abril de 2000
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DONOS DE CIRCO ABANDONAM 7 LEÕES
EM GALPÃO EM NOVA IGUAÇU
Jornal O Globo, 21 de abril de 2.000
Marcus Alencar
O
acidente no Circo Vostok, em Pernambuco, há 12 dias,
quando um leão matou um menino de 9 anos, transformou
uma das principais atrações circenses em sinônimo
de medo, chegando a diminuir em 70% o público nos circos
do Rio. Preocupados com a queda no movimento, donos de circo
estão tirando os felinos do picadeiro e abandonando os
animais num galpão na Lagoinha, em Nova Iguaçu.
Enjaulados em condições precárias, quatro
leões e três leoas, de cerca de 200 quilos cada
um e medindo cerca de um metro e meio de comprimento, já
começam a assustar os moradores do bairro.
Apesar
do pânico, a professora Marilene Ana da Conceição,
de 34 anos, que mora ao lado do galpão, resolveu ajudar
a alimentar os animais.
- Só assim tenho a certeza de que eles estão comendo
- disse Marilene.
A
bravura da professora, no entanto, acaba à noite, quando
tem que dormir. Como a parede do seu quarto fica bem ao lado
do galpão, ela é obrigada a conviver com o uivos
noturnos dos leões:
-
Na noite passada, fui dormir uma hora da manhã. Eles
não podem ficar aqui. Dono do Circo Real de Espanha,
em Campo Grande, e proprietário do galpão, Abádio
Alves Fernandes entende a preocupação dos
moradores e diz que não tem mais condições
de ficar com os bichos. Tanto o Ibama quanto a Fundação
Rio-Zôo já bateram o martelo: não vão
ficar com os animais.
-
Os leões são de responsabilidade dos donos do
circo - disse o gerente do Ibama, Dionízio Pessamilio.
Para Márcio Martins, presidente da Fundação
Rio-Zôo, no entanto, cabe ao Ibama encontrar uma solução,
já que é a instituição que autoriza
a utilização dos animais nos circos.
-
Já temos quatro leões e 13 outros felinos. Não
há condições de ficar com mais sete. Um
animal como esse come em média seis quilos de carne por
dia - explica Martins, acrescentando que o custo mensal
de um leão chega
a R$ 5 mil.
POLÍCIA
INDICIA 11 POR MORTE DE CRIANÇA NO CIRCO VOSTOK
Folha Online 25/04/00
FÁBIO GUIBU, da Agência
Folha, em Recife
O
delegado da Polícia Civil Washington Luiz Alves, que investiga
a morte do garoto José Miguel dos Santos Fonseca Jr., 6,
atacado por leões no circo Vostok, indiciou o dono do circo,
Alexandre Vostok, e dez empregados dele,
sob acusação de homicídio culposo (sem intenção).
Alves
decretou ainda a prisão preventiva de um dos seguranças
do circo,Fábio Pereira Balbino, acusado de prejudicar as
investigações. Balbino está foragido.
Das
11 pessoas indiciadas, 9 integravam a equipe encarregada de impedir
a aproximação de espectadores da jaula no picadeiro.
O outro indiciado é o domador Claudinei Pires da Rocha.
Os
indiciados, afirmou, foram citados no inquérito por ģfalha
humanaī. Segundo ele, houve ainda negligênciaī_ acusação
que poderá aumentar a pena máxima prevista em lei,
de três para até quatro anos de reclusão.O
inquérito será enviado à Justiça e
ao Ministério Público, que poderá acatar
a denúncia, acrescentar provas, requisitar investigações
ou arquivar o processo.
Nenhum
representante dos órgãos responsáveis pela
fiscalização da estrutura do circo e pela concessão
da licença de instalação e funcionamento
foi punido.
Segundo
o delegado, não havia como responsabilizá-los porque
não existe lei que regulamente a forma como os animais
selvagens devem ser mantidos nos circos.
O
advogado do circo, Marcos Antonio Soares, disse que Alexandre
Vostok ģvai cumprir o que a Justiça determinarī.ģO delegado
cumpriu sua missão e vamos aguardar a defesa prévia.ī
O
circo deixou Recife domingo por falta de público. Segundo
Soares, apenas 15 pessoas, 12 delas convidadas, assistiram
ao último espetáculo na cidade.
O
advogado calcula que o prejuízo do Vostok em Pernambuco
foi de aproximadamente R$ 500 mil. A caravana viajou para Campina
Grande (PB), onde deverá se instalar em duas semanas.O
acidente com o menino aconteceu no dia 9. O garoto foi puxado
por um leão
para dentro da jaula ao passar próximo à grade com
o pai, a irmã e um primo. Os quatro faziam parte de um
grupo de espectadores que retornava à platéia no
intervalo de uma apresentação, após participar
de uma sessão de fotos com pôneis atrás do
picadeiro.
ELEFANTE
ARREMESSA PEDRA CONTRA MENINA EM ZOO
Jornal O Estado De São Paulo 3/5/00
JOSÉ MARIA TOMAZELA
Estudante
sofreu destruição parcial do maxilar e perdeu dez
dentes, em Sorocaba
SOROCABA
- O elefante Sandro, uma das principais atrações
do Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, de Sorocaba,
atirou uma pedra de 1 quilo contra o rosto da estudante Ellen
Daiane de Almeida, de 9 anos. A menina sofreu fratura no maxilar
superior e teve dez dentes quebrados. O acidente ocorreu no fim
da tarde de segunda-feira, no feriado de 1º. de Maio,
quando mais de 3 mil pessoas visitaram o zôo. Ellen estava
com a mãe, Valquíria Agostinho de Almeida, e outros
parentes no local reservado para o público, em frente do
recinto do casal de elefantes indianos Sandro e Raísa.
Segundo
a mãe, o animal usou a tromba para sugar a pedra no tanque
de água. Em seguida, arremessou-a em direção
aos visitantes. A pedra bateu na tia da menina, Aracy Agostinho
de Almeida, antes de atingi-la. "Achamos que ele ia jogar água",
disse Valquíria. Aracy ficou
com hematoma nas costas.
Ellen
levou a pedrada no rosto e, com o impacto, caiu de costas. A mãe
socorreu a filha enquanto outros visitantes buscavam socorro.
Guardas municipais levaram a menina à Santa Casa. As radiografias
mostraram que, além da perda dos dentes, arrancados com
raiz, o maxilar superior foi parcialmente destruído. Por
essa razão, apenas quatro dentes puderam ser reimplantados.
A
estudante está em repouso e se alimenta apenas com líquidos.
Ela terá de ser submetida a nova cirurgia para aplicação
de prótese no maxiliar. O tratamento foi orçado
em R$ 7 mil. Ellen perdeu o pai há um mês,
vítima de derrame cerebral. Sua mãe trabalha como
manicure.Ela registrou boletim de ocorrência ontem, pois
quer que a filha seja indenizada. A prefeitura de Sorocaba administra
o zoológico e assumiu o compromisso de pagar as despesas
médicas.
O
elefante Sandro está há mais de 20 anos no zoológico
da cidade. Há cinco anos, ele ganhou a companhia da fêmea
Raísa, que pertence ao Beto Carrero World, de Santa Catarina.
Os biólogos e veterinários do zôo vêm
tentando obter o cruzamento do casal. O administrador Eduardo
Barros Steffen estranhou o acidente: "Os elefantes costumam usar
a tromba para jogar água e areia sobre as costas, mas nunca
havia ocorrido um acidente assim." Segundo ele, os jatos de água
refrescam esses animais e a areia ajuda a controlar parasitas,
como moscas e carrapatos.
Eventualmente,
segundo Steffen, os paquidermes pegam objetos, como latas de bebidas,
jogados pelo público, e os arremessam de volta, respondendo
à brincadeira. O recinto é dotado de fosso, mureta
e isolamento elétrico, mas não tem tela protetora.
A distância mínima entre os visitantes e os animais
é de 5 metros. "É um recinto considerado modelo
e copiado por outros zoológicos."
Steffen
admitiu a possibilidade de a pedra ter sido jogada no interior
do recinto por visitantes. Os elefantes foram recolhidos a suas
celas para que os funcionários fizessem um pente-fino no
espaço, recolhendo pedras, latas e outros objetos. À
tarde, estavam soltos outra vez. Segundo Steffen, o casal continuará
exposto aos visitantes.
TURISTA
BRITÂNICA É MORTA POR ELEFANTE NA TAILÂNDIA
Da
Reuters 25/04/2000 09h04
Em Bangcoc (Tailândia)
Uma
jovem britânica foi pisoteada por um elefante em um resort
tailandês e acabou morrendo, disse a polícia nesta
terça-feira (25).
A
turista Andrea Taylor, de 23 anos, foi levada para o hospital
Bangcoc-Pattaya, 150 quilômetros a sudoeste de Bangcoc,
após o ataque no resort Nongnuj, em Pattaya, na segunda-feira
(24). Funcionários do hospital e a polícia não
souberam informar de onde a mulher é. O pai de Taylor,
Geoffrey, e a irmã, Helen, ficaram feridos ao tentar resgatar
Andrea depois que o elefante, que ela estava oferecendo bananas,ficou
nervoso e a atacou, disse a polícia.
"O
pai dela teve uma perna quebrada e a irmã sofreu ferimentos
abdominais", disse à Reuters uma porta-voz do hospital.
O hospital disse mais tarde que Helen, de 20 anos, está
em condições estáveis após sofrer
uma cirurgia abdominal por causa das perfurações
provocadas pelo animal.
A
polícia disse que está investigando o caso e o proprietário
do resort foi acusado de negligência.Não se sabe
porque o animal, domesticado, atacou de repente os turistas, disse
a polícia.
O
elefante foi controlado e está sendo mantido no próprio
resort onde o acidente aconteceu. Policiais disseram que um puma
atacou um turista russo no mesmo parque, no mês passado.
Uma mulher recebeu US$ 4.000 como indenização por
um ferimento no braço que sofreu no mesmo local
TEMPO
PRESENTE
Jornal A Tarde 22/04/00
http://jornal.atarde.com.br
Animais-I
Ainda como eco do caso de leão do circo Vostok que matou
uma criança por estar faminto. Estamos às portas
do terceiro milênio e já é mesmo hora de acabar
com esse negócio de tirar animais do seu habitat para exibir
em circos e zoológicos. Existe, aliás, um forte
movimento a favor dessa idéia, notadamente na Europa. Quem
quiser ver animais selvagens, exóticos etc. que faça
um safári (sem caçada, é claro!) à
África.
Animais-II
Aliás, há uma corrente de pensamento que defende
a pura e simples extinção dos zoológicos.
Propõe que, em vez de gastar dinheiro tentando manter ģconfortáveisīanimais
dos quais se tirou a liberdade, a alimentação normal,
o habitat, enfim, se aplique esse dinheiro para preservar, nos
seus locais de origem, as espécies em vias de extinção.
DONOS
DE CIRCO DOAM LEÕES PARA SALVAR ESPETÁCULO
O Estado De São Paulo- 22/04/00
LUCIANA GARBIN
Público
diminuiu após a morte de garoto atacado por animais em
Pernambuco
Depois
que leões de circo atacaram e mataram há duas semanas
um menino de 6 anos, em Jaboatão dos Guararapes, área
metropolitana do Recife (PE), os circos do País estão
em polvorosa. Além de despertar comoção e
protestos de entidades de defesa de animais, o acidente causou
forte reação que ameaça acabar com uma das
mais tradicionais atrações circenses.
Novo
alvo de discriminação, os leões têm
sido proibidos de entrar em vários municípios. No
dia 11, um vereador apresentou em Bauru projeto de lei que proíbe
a instalação no município de circos que apresentam
animais
ferozes em seus espetáculos. Na semana passada, moradores
de Três Corações (MG) chamaram a polícia
para interceptar uma caravana de circo mambembe e impedir que
entrasse na cidade com um leão.
Para
sobreviver à crise que se abateu sobre os picadeiros, vários
circos decidiram desfazer-se de seus animais. Desesperados, alguns
donos estão abandonando os animais em rodovias. No dia
17, em Varginha (MG), a Polícia Florestal encontrou um
leão magro e faminto numa jaula à beira de uma estrada.
O responsável foi encontrado, multado e indiciado por maus-tratos.
Doações
- Outros circos estão buscando alternativas diferentes.
O centenário Circo Stankowich, armado no Tatuapé,
na zona leste de São Paulo,divulgou ontem que pretende
doar seus cinco leões. Segundo seu proprietário,
Antônio Stankowich, de 64 anos, apesar de seus animais serem
registrados pelo Ibama e nunca terem atacado ninguém, será
uma maneira de o circo sobreviver.
O
local de destino dos leões do Stankowich ainda não
está definido."Estamos negociando com um mini zoológico
particular em São Bernardo do Campo, mas queremos ter certeza
de que irão para um bom lugar", revela Stankowich. Para
seu filho Márcio, a mudança pode trazer mais malefícios
do que benefícios aos leões. "Aqui eles já
estão acostumados a nossos tratadores e a gente sabe quantos
quilos de comida temos de dar diariamente", diz. "Está
todo mundo triste de doá-los e meu filho de 11 anos chora
quando ouve falar disso, porque deu mamadeira para eles quando
eram filhotes."
Os
donos do circo lembram que há uma média de mil leões
em picadeiros pelo País. "Se todos os circos decidirem
doar, para onde vão os animais?", pergunta o pai. "Os zoológicos
não têm condições de sustentar tantos
animais."
Galpão
- Em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, proprietários
de circo resolveram isolar quatro leões e três leoas
em jaulas dentro de um galpão. "Essa é uma solução
provisória, pois não temos onde colocar os animais
e o Ibama e a Fundação Rio-Zôo não
ajudam", disse Abádio Alves Fernandes. Um dos donos do
Circo Real de Espanha, ele se juntou a empresários dos
Circos Koslov, Africam Circus e Sarrazani na idéia, alegando
que o público abandonou os espetáculos circenses
com medo das feras.A instalação provisória
dos bichos está causando medo nos moradores da região.
"Os artistas de circo são ótimas pessoas, mas me
dá medo ter de dividir a parede do meu quarto com sete
leões", reclamou a professora Marilene
Ana da Conceição.
Em
Belo Horizonte, o empresário do Internazionale Circo D'Itália,
Vítor Karnak, de 47 anos, pediu ao zoológico da
cidade que alojasse por 20 dias os seis leões asiáticos
que faziam parte de seu espetáculo. Isso até que
ele encontre outro local para deixar os animais em definitivo.A
iniciativa, garante Karnak, não tem relação
com o acidente no Vostok, mas,para ele, que é filho
de acrobatas romenos e nasceu no circo, o temor pela falta de
segurança pode diminuir por algum tempo a platéia
dos espetáculos.
Ele
ressalta que não é contra a presença de animais
nos espetáculos e os grandes circos do Brasil, que, segundo
ele, não passam de 15, tratam muito bem dos bichos e são
seguros. Sobre os pequenos, prefere não fazer comentários.
Tendência
- Apesar disso, o empresário aponta para a tendência
mundial de desvalorização de animais como atração
circense. Em sua opinião, o `circo do futuro', como chama,
valorizará mais o artista. O gerente do circo Beto Carrero
World, atualmente em Porto Alegre, Jefferson Rakmer, concorda."Circos
e até zoológicos estão perdendo o interesse
em leões e outros grandes felinos, como tigres e panteras,
pois são animais de manutenção muito cara",
afirma. Segundo ele, um leão come aproximadamente 5 quilos
de carne por dia e custa, só em alimentação,
cerca de R$ 500,00 mensais.O Beto Carrero World deixou de excursionar
com os felinos no começo do ano.Agora, seus seis leões
permanecem no zoológico do parque, em Penha (SC).
Rakmer
não aceita os ataques aos circos, surgidos depois da morte
do garoto no Recife. "Só porque caiu um edifício
do Sérgio Naya não quer dizer que todas as construtoras
não prestam", reclamou. Ele teme que a atividade
até
desapareça se não houver cuidado na hora de criticar
e lembrou que 10 mil pessoas dependem de circos no Brasil. (Colaboraram
Eduardo Kattah, Michel Castellar e Ayrton Centeno).
Circo
premiava quem bebia uma cerveja com leão.
Angela Lacerda
A
"promoção", que existia havia 20 anos, foi cancelada
depois da tragédia do Vostok
RECIFE
- No mesmo dia em que José Miguel Fonseca Júnior,
de 6 anos, foi atacado e morto por leões no intervalo de
um espetáculo do Circo Vostok, no município metropolitano
de Jaboatão dos Guararapes, em São Caetano, a 149
quilômetros do Recife, Eronildo dos Santos Caetano, de 19
anos, entrou na jaula de uma leoa do D' Nápoles Circus
e tomou uma cerveja em lata.
Como
recompensa por ter cumprido o desafio, ganhou uma caixa com 12
unidades da bebida.A "promoção" ganhe uma caixa
de cerveja se conseguir beber uma latinha dentro da jaula dos
leões era feita havia 20 anos no D'Nápoles, segundo
o gerente do circo, Rubens Cristóvão Freire. Ele
diz que nunca houve acidente por causa da promoção.
Mas, depois da tragédia do Vostok, os dirigentes do D'Nápoles
suspenderam o desafio.
A
dona do circo, Jocélia Fernandes dos Santos, também
cancelou as apresentações dos números com
animais ferozes. O motivo, explica, é o clima de apreensão
motivado pelo que aconteceu no Vostok. Ninguém soube
informar
se a suspensão é temporária ou definitiva.
O advogado Renato Nunes, que testemunhou a façanha de Caetano,
disse que o rapaz tomou a cerveja "num gole só, em um minuto".
"A leoa nem se mexeu."
JUSTIÇA
PROÍBE SALTO MORTAL DE GATO EM CIRCO
08/07/2000 - 14:41:44 - Globo.com
A
advogada Luciana Moisakis e a veterinária Andréa
Lambert provaram que a indignação
tranformada em ato concreto pode ter resultados positivos.
Indignadas com o número apresentado pela família
russa Sminorf no Mundo Mágico de Beto Carrero, em cartaz
na Praça Onze, no Rio, no qual um gato persa pula de uma
altura de aproximadamente 15 metros (como mostra o vídeo
feito pela veterinária), as duas decidiram entrar com um
recurso na Justiça. O esforço deu certo e atração
foi suspensa pelo juiz da 20ª vara cível do Rio de
Janeiro, Rogério Souza.
Andréa
Lambert tomou conhecimento do número através de
uma cliente. "Fui ao circo conferir o que estava acontecendo acompanhada
de uma câmera", conta ela, que é integrante da União
Societária Protetora dos Animais. Inconformada com o que
viu entrou com uma notícia crime na Delegacia Móvel
do Meio Ambiente e comunicou o fato a advogada Andréa Lambert,
que é membro da Sociedade Protetora dos Animais, através
de uma lista de discussão na Internet. "Achei absurdo
colocarem um gato para pular de uma altura como aquela. Em condições
naturais ele nunca faria isso", acredita ela, que na última
sexta,
dia 7 de julho, entrou com um pedido de suspensão do número
na 20ª vara cível, no Fórum do Rio de Janeiro."A
medida cautelar foi deferida no mesmo dia pelo juiz que
enviou um oficial de justiça até lá para
comunicar a proibição do número". Se descumprir
o mandato, circo terá que pagar R$ 1 mil por cada apresentação.
O
gerente do circo, Jefferson Régis, ficou espantado com
a reclamação. "A família Sminorf está
com a gente há quase seis anos e já apresentou este
número em vários países.
Nunca tivemos este problema", conta. De acordo
com ele, não há nada demais no salto
mortal do gato. "Ele pula por livre e espontânea vontade.
Não há ninguém lá em cima o obrigando
a saltar. Já teve dias que ele decidiu não pular",
conta o gerente que ainda não sabe se o circo vai recorrer.
"Vamos esperar o Beto Carrero retornar de um festival de mágica
em Portugal na próxima terça-feira para decidirmos",
explica.
ANIMAIS
APREENDIDOS EM CIRCO DEVERÃO IR PARA ZOOLÓGICO.
Congresso Nacional- Quinta, 24 de Agosto de 2000.
O
urso e a lhama apreendidos na quarta pela promotora do Meio Ambiente
de Ribeirão Pires, Thelma Thais Cavarzere, deverão
ser 'adotados' por um zoológico. Eles
pertenciam ao Circo Di Romenia ń instalado em Rio Grande da Serra
ń e sofreram maus tratos.
O
proprietário do circo, Mário Ary Stamkowick, foi
indiciado e, caso condenado, poderá cumprir pena de três
meses a um ano de detenção. Segundo a promotora,
ele feriu os artigos 31 e 32 da lei 9.605, que proíbem
a introdução de espécie animal no país
sem parecer técnico oficial favorável e licença;
e por praticar maus tratos, ferir e mutilar animais domesticados
exóticos.O flagrante foi feito pela Polícia Florestal,
e um médico veterinário constatou os maus tratos
e mutilação em um dos animais.
De
acordo com Thelma, as duas patas dianteiras do urso ń cuja espécie
é de origem norte-americana ń estavam sem as unhas e falanges.
ģRetiraram as falanges para evitar que o urso utilizasse suas
garras para ferirī, disse.
O
animal estava ainda dentro de uma pequena jaula, que limitava
seus movimentos, além de não ter água disponível.
A lhama encontrava-se amarrada pelo pescoço em uma corda
e estava com a orelha esquerda quebrada.
O
proprietário do Circo di Romenia não foi encontrado
nesta quinta pela reportagem do Diário. Mas seu genro,
Marcelo Giglo, disse que os animais eram bem tratados e que somente
faltava uma licença para que o circopudesse transitar com
eles.
Para
Giglo, a promotora apreendeu os animais por ģcaprichoī e para
se ģpromoverī. ģMingo (o urso) foi comprado desse jeito (sem as
garras) há nove anos.ī Os funcionários do circo
negaram que os animais são maltratados. ģOs animais são
tratados melhor do que a gente. O urso come a cada três
horas e é muito bem cuidadoī, afirmou o malabarista Ringo
Evanovich.
Em
relação ao tamanho da jaula, ele disse que o animal
é posto naquela jaula apenas para ser transportado e enquanto
a lona do circo é armada. Segundo ele, depois que a tenda
está pronta, o urso fica preso por uma corrente com 8 m
de comprimento, que é presa ao solo por uma estaca.
LEÕES
FICAM SOLTOS POR 3 HORAS E SÃO MORTOS
Folha
de São Paulo, 8 de agosto de 2.000
INTERIOR PAULISTA
CAROLINA ALVES, enviada especial a São Simão
e
MARCELO TOLEDO, da Folha de Ribeirão Preto
Seis
leões foram mortos a tiros de armas e fuzis pela Polícia
Militar na madrugada de ontem em São Simão (285
km de São Paulo).
Os
animais eram de propriedade do American Country Circus, mas estavam
em uma jaula no bosque municipal.
Segundo
a polícia, os leões fugiram ontem, por volta das
2h30, após uma pessoa -ainda não identificada- ter
aberto a jaula.
Os
animais estavam no bosque municipal porque a jaula do circo havia
sido interditada pela Vigilância Sanitária.
A
jaula do bosque também está interditada pelo Ibama
(Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis) há cerca de 10 anos.
Quatro
leões deixaram o bosque e entraram em uma chácara
ao lado. Uma leoa chegou a andar, por três horas, pelas
ruas da região, incluindo a escola de ensino especial
Professor Fausto Nogueira.
A
prefeitura colocou um caminhão de som na rua para avisar
a população sobre a fuga dos animais. O Corpo de
Bombeiros de Ribeirão Preto (319 km de São Paulo)
foi acionado, mas chegou ao local somente após os animais
terem sido mortos.
A
Associação dos Defensores dos Animais de Ribeirão
repudiou a ação dos policiais. "Quem lida com esse
tipo de animal tem que cercá-lo", disse Chico Galvão,
diretor do Simba Safari.
O
tenente da PM de Serra Azul, André Luís Trevizani,
disse que matar os animais foi a única solução.
"Estávamos agindo em situação de emergência".
O
circo havia chegado à cidade na quarta-feira da semana
passada e foi interditado dois dias depois pela Vigilância
Sanitária. A prefeitura cedeu a jaula e, por isso, o circo
pôde funcionar.
Segundo
a polícia, os dois cadeados da jaula foram serrados. O
tratador do circo, Luiz Aguiar, 23, se contradisse em depoimento.
Primeiro, disse ao delegado Fábio Calazans Ramos, 28, que
tinha visto quem sabotou a jaula. Em depoimento formal, negou
que soubesse quem a teria aberto. Segundo o Ibama, o circo não
tem a autorização necessária para funcionar.
O gerente do circo e domador dos animais, Vanderlei Moreira, 29,
disse que os leões não sofriam maus-tratos e que
nunca haviam fugido. Ele disse que, se houve sabotagem, não
foi praticada por seus funcionários.
Além
dos leões, o circo tem um urso, um macaco, um búfalo,
três pôneis e três cavalos.
A
Folha constatou que o urso estava em uma jaula amarrada por cordas
e sem cadeado. Um dos cavalos foi ferido por uma patada dos leões.
Animais
comiam duas vezes ao dia
Da enviada especial
Os
seis leões mortos ontem pela Polícia Militar, em
São Simão, eram dois filhotes machos de 3 anos,
uma leoa de 6, outra de 9 (que estava no cio) e dois adultos com
cerca de 10 anos.
Os
animais eram de propriedade do American Country Circus e teriam
sido comprados de outro circo há um ano.Os leões
recebiam duas refeições diárias (de 12 a
15 kg de carne bovina), segundo o domador Vanderlei Rogério
Pereira.Ele disse que o circo recebia doações de
carne do matadouro municipal de Matão (miúdos e
bezerros nascidos mortos) há pelo menos cinco anos.Ele
afirmou também que os animais nunca haviam fugido e que
eram mansos.
"Dois
deles, inclusive, viviam aqui dentro de casa até a idade
de 8 meses. Só tirei quando eles começaram a rasgar
o sofá", afirmou Pereira.Para os integrantes do circo,
a morte dos animais foi motivo de tristeza. "Minha filha de 6
anos ouviu os tiros e gritava para não matarem os leões."
Ibama
vai aguardar investigação
Da Folha de Ribeirão
O
Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis) vai aguardar a investigação da
Polícia Civil para tomar possíveis providências.
"Não há uma legislação específica
para circos no Brasil", afirmou o técnico em ecossistema
do órgão, Osmar Corrêa.
Em
São Simão, para conseguir alvará, o circo
tem que mostrar a documentação, assinar um termo
de responsabilidade e pagar taxa de R$ 120.
"Quem
lida com animais selvagens tem que cercá-los de segurança.
Não poderia haver forma de se chegar ao cadeado", disse
Chico Galvão, diretor do Simba Safari. Segundo ele, só
há duas hipóteses para qualificar quem abriu a jaula.
"Ou conhece muito bem os animais ou é um louco. Ninguém
abre a jaula do nada. Não havia segurança no local."
A
Associação dos Defensores dos Animais de Ribeirão
repudiou a morte dos leões. Segundo Cecília Pacagnella,
a atitude corretaseria que os prefeitos proibissem a entrada de
circos com animais nas cidades.
OUTRO
LADO
Gerente do circo
afirma que pretendia doá-los
Da enviada especial
O
gerente do circo que teve seis leões mortos pela Polícia
Militar, Vanderlei Rogério Moreira, disse que pretendia
se livrar dos animais assim que fosse possível.
Ele
disse que, apesar de serem bem tratados e "fazerem parte da família",
os animais estavam causando problemas ao circo.
De
acordo com ele, a vigilância sanitária e a prefeitura
dos municípios visitados ofereciam resistência em
fornecer alvará de funcionamento por causa da jaula do
circo, que é móvel e não oferece condições
adequadas de segurança.O chefe da Guarda Municipal de São
Simão, Luiz Carlos do Carmo, confirmou que o circo não
pretendia mais manter os leões.Ele disse que a prefeitura
havia entrado em contato com o Ibama, a Polícia Florestal
e bosques da região em busca de interessados em ficar com
os animais.
FALTA
DE COMIDA MATA TIGRE
Jornal
Diário Catarinense - 05set00
Darci
Debona Chapecó
Veterinário
que visitou o circo afirma que o animal africano tinha desnutrição
de último grau
As
dificuldades do Circo Super Star, que está há um
mês em Xaxim e não realiza apresentações
há três semanas causaram uma vítima no último
sábado. O tigre africano Pepe, que estava para ser doado
pelos proprietários, não resistiu a uma dieta somaliana
e morreu. Apesar das negativas dos donos, o animal sucumbiu por
falta de comida. ģEle apresentava desnutrição em
último grauī, afirmou o veterinário da Cidasc, Jair
Bueno de Andrade.
A
Sociedade Ambiental de Xaxim e a Vigilância Sanitária
receberam denúncias anônimas de maus-tratos aos animais
e, na sexta-feira, foram ao circo conferir a situação
(o Ibama não agiu no caso). Pepe não conseguia nem
andar e pesava apenas 200 quilos, metade do normal.
Com
o auxílio de dois veterinários, o tigre recebeu
tratamento e vitaminas, mas não foi o suficiente. ģOs órgãos
estavam muito debilitados e não reagiramī, afirmou Andrade.
A
Polícia Ambiental tomou depoimento ontem dos proprietários
do circo, João Carlos Brites e Sílvia Patrícia
Di Bernardi.
Brites
afirmou que Pepe comia 6 a 10 quilos de carne a cada dois dias,
mas que nos últimos dias não se alimentava.
Reconheceu
que queria doar o animal pois o circo estava com problemas financeiros.
Brites somente não doou pois não encontrou um local
adequado, como um zoológico, para colocar um animal violento.
Até
as jaulas precisavam de uma reforma e o dono do circo temia pelo
pior. Agora, ele pretende voltar para Porto Alegre, onde tem residência
fixa. O comandante da Polícia Ambiental em Chapecó,
tenente Ademar Casanova, informou que hoje será encaminhado
um termo circunstancial do ocorrido para a promotora do Ministério
Público em Xaxim, Vânia Cella Piazza. Uma audiência
com os proprietários está marcada para amanhã,
às 14h30min. Por ser considerado crime de menor potencial,
a pena de 3 meses a um ano de detenção deve ser
transformada em multa.
O
objetivo é evitar que os demais animais do circo, uma lhama,
um cavalo e seis pôneis, tenham o mesmo fim. ģÉ um
alerta para evitar que isso aconteça com outros circosī,
concluiu Casanova.
ESPECIALISTA CRITICA TREINO DE ANIMAIS EM
CIRCOS
Diário
Popular - SP - 16.04.00
O
especialista em comportamento animal Jairo Motta, que treina animais
para propagandas, explica que muitos circos ainda adestram
os animais pelo método descoberto pelo cientista russo
Ivan Pavlov, morto em 1936, e que implica em condicionamento através
da dor.
Os
famosos ursos dançantes, por exemplo, são obrigados
a pisar em chapas de metal incandescente ao som de uma determinada
música. No picadeiro, os ursos ouvem a música usada
durante a tortura e começam a se movimentar, dando a impressão
de estar dançando, mas na verdade apenas se lembram das
chapas quentes e, automaticamente, começam a erguer as
patas.
O
domador de leões acerta o chicote na ponta dos dedos ou
no lombo dos animais.Depois de um certo tempo, ao estalo do chicote
no chão, o animal já se intimida porque associa
o barulho à chibatada. "Além disso, são usadas
barras de ferro e choques elétricos", comenta Motta.
Mantidos
em cativeiros, os animais ficam estressados e podem adquirir hábitos
como andar em círculos, morder as grades, mastigar correntes
ou dormir demais. As jaulas muitas vezes mal permitem ao animal
ficar em pé. A depressão leva alguns à morte.
Os ataques ferozes à platéia costumam ocorrer após
anos de tédio e tortura. Mas a morte do garoto no Circo
Vostok, segundo o especialista, foi muito mais por negligência
do que por maus-tratos.
"Quem
nasce fera será fera até morrer. O leão teria
atacado o garoto, um cachorro ou qualquer outro ser vivo que passasse
por perto, mesmo estando alimentado. As péssimas instalações
agravam o estresse do animal, mas ele também carrega uma
índole selvagem e nunca poderá ser encarado como
um gatinho. É imprevisível."
O
HORROR
Parte
da coluna de Mônica Bergamo - Folha de São Paulo
- 23/11/00

TIGRES MATAM DOMADORA NA ÍNDIA
Original
em: ww.terra.com.br - 16/12/2000
Uma
artista de circo de 20 anos foi esquartejada por três tigres
durante uma apresentação no Estado indiano de Bengal,
informou a agência Press Trust da Índia neste sábado.
A
agência de notícias disse que a domadora Rita Chhetri
foi atacada no distrito de Howrah tarde na sexta-feira, durante
um ato com nove tigres. Eles teriam que pular por cima dela e
depois passar por dentro de um anel. Um dos tigres de repente
pulou em cima da moça e mais outros dois resolveram fazer
a mesma coisa.Chhetri morreu a caminho do hospital.
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